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domingo, 2 de dezembro de 2012

TÉCNICAS ESPECIAIS PARA MELHORAR A GESTÃO DO SOLO


RUBRICA TECNOLÓGICA DE HORTICULTURA 6: TÉCNICAS ESPECIAIS PARA MELHORAR A GESTÃO DO SOLO E DA ÁGUA


COMPOSTO
O composto é uma substância semelhante ao solo, resultante da decomposição de matérias orgânicas. A compostagem é uma maneira natural de reciclar as plantas, fácil e barata. Só é preciso tempo, algum espaço na horta, acesso a materiais de desperdício que se decomponham facilmente e água.
A compostagem leva cerca de 3 meses, dependendo das condições criadas para facilitar a decomposição rápida da matéria orgânica, evitando a perda de nutrientes.
Como fazer composto
As plantas e outras matérias orgânicas (como por exemplo estrume de animais) são empilhados sobre uma superfície ampla. Picar, ripar ou partir o material que é colocado na pilha, acelera a decomposição da matéria orgânica transformando-a em composto, ou seja uma substância fina e de cor escura, semelhante ao húmus. Este composto será mais tarde aplicado no solo para o enriquecer .
Quaisquer materiais naturais, designadamente restos da cozinha, como cascas de fruta e de legumes, cinzas de lenha e resíduos de plantas da horta e do campo, podem ser usados para fazer composto. Pode mesmo usar-se ervas daninhas, mas é preciso certificarmo-nos de que as suas sementes não se misturam com o composto. O estrume e as farinhas de ossos ou de chifre são igualmente materiais muito úteis para fazer um bom composto.
Para evitar que o composto seque, o monte deve estar situado num lugar sombrio. Em contrapartida, devem evitar-se espaços muitos húmidos. Embora o composto possa ser feito numa fossa, é melhor fazer o monte numa superfície plana. O ar facilita o processo de decomposição e precisa de circular livremente à volta do monte.
O monte de composto tem de ser construído cuidadosamente, se desejarmos um produto de boa qualidade. Não se trata de uma lixeira. Antes de fazer um monte de composto, devem juntar-se os materiais adequados e escolhê-los, retirando os pedaços maiores e mais lenhosos. Os materiais submetidos a este processo devem ser colocados em camadas, começando pelos mais grosseiros. Isso permite uma boa drenagem quando chove. As camadas de materiais macios partidos alternam com as de materiais mais fibrosos. Cada camada deve ter cerca de 15-20 cm de espessura. A Figura 1 mostra a secção de corte de um monte de composto.
FIGURA 1
Exemplo de um monte de composto
Uma camada de terra de 2 a 3 cm, sobre cada camada de materiais, como mostra a figura 1, serve de inoculante, adicionando microorganismos ao monte.
O monte de composto não deve ter mais do que 1 a 1,5 metros de largura ou de altura. O comprimento depende da quantidade de materiais. Deve haver espaço livre suficiente à volta do monte para permitir a circulação das pessoas. Em condições secas e quentes, o monte deve ser coberto com folhas de bananeira ou outros materiais adequados. O ar é essencial para o processo de compostagem. Para permitir a penetração do ar no monte, devem colocar-se molhos de erva seca na vertical ou canas de bambu espetados.
Uma vez constituído, o monte de composto começa a aquecer, atingindo temperaturas entre 60-80º C. Esta temperatura alta vai pasteurizar o composto, destruindo os elementos patogénicos. Passados cerca de 15 dias, a temperatura diminui, e o monte deve ser virado, de modo a que as camadas do fundo sejam viradas para cima.
Cerca de 5 semanas depois, o monte deve ser virado de novo. Os materiais que se encontram na parte de fora do monte devem ser colocados no meio; o teor de humidade deve ser verificado, e, se necessário, adiciona-se água. Um monte de composto deve ser mantido sempre húmido (cerca de 45 a 65 % de humidade), visto que a humidade é necessária ao processo de fermentação. Contudo, o excesso de água causa a compactação e o apodrecimento dos materiais. Cobrir o monte com folhas de banana pode ajudar a evitar a penetração excessiva de água, durante a estação das chuvas. Se se tornar húmido demais, o monte deve ser virado ou corrigido, juntando materiais secos.
No fim do terceiro mês, o composto está normalmente pronto para ser utilizado. Deve ser castanho escuro, granulado e ter um odor a húmus. Se o composto ainda contiver materiais que não estão transformados, isso significa que só está parcialmente decomposto. Se aplicar este composto parcialmente decomposto no solo, pode reduzir a quantidade de azoto disponível para o crescimento das plantas. Assim, é necessário separar as partículas que não estão completamente decompostas ou deixá-las mais tempo até terminarem o processo de decomposição.
FIGURA 2
É necessário virar o monte de composto
QUADRO 1
Guia de uma compostagem eficaz
SintomasProblemasSoluções
O composto tem um mau odorInsuficiente ar ou demasiada humidadeVolte-o. Junte material seco se o monte estiver muito molhado
O centro do monte está secoÁgua insuficienteMolhe o monte e volte-o
O composto está húmido e quente só no centroO monte é demasiado pequenoJunte mais materiais e misture-os ao outros para constituir um novo monte
O monte está húmido e cheira bem, mas não aqueceFalta de azotoMisture-lhe uma fonte de azoto, por exemplo estrume fresco ou farinha de sangue
Há ainda uma boa parte de materiais não decompostosO período de compostagem foi demasiado curtoDeixe o monte de composto mais alguns dias, peneire-o e utilize as partículas mais finas
Utilização do composto e de estrume animal
Tal como o estrume, o composto deve estar bem decomposto antes de ser utilizado. O estrume fresco pode queimar as plantas, se for espalhado demasiadamente próximo delas. Deve pois deixá-lo secar à sombra, conservando-o assim para ser utilizado mais tarde. O composto é de melhor qualidade quando se esfarela, tal como a manta-morta da floresta. Não deve ser pesado ou pegajoso. No momento da sua utilização, tanto o composto como o estrume devem cheirar bem.
O composto e o estrume animal podem ser misturados ou aplicados separadamente. Am-bos soltam os nutrientes lentamente, devendo ser aplicados imediatamente antes de plantar ou semear. Para a plantação de árvores, misture o composto ou estrume com parte do subsolo que foi cavado; use depois a mistura para encher as covas à volta das plantas jovens. Um rego de composto é útil para alimentar uma fila de novas plantas ou de culturas já estabelecidas. O composto e o estrume podem também ser espalhados à superfície do solo, mas devem ser protegidos da luz intensa do sol.
O composto totalmente transformado, quando misturado com solo arenoso, é ideal para uso num viveiro, se tiver sido esterilizado primeiro, de modo a matar bactérias indesejadas. Para esterilizar o composto, misture uma parte de água com nove de composto num grande contentor. Cubra este com material adequado, como por exemplo folhas de bananeira, e aqueça a mistura até a água deitar vapor e matar todas as bactérias indesejáveis. Este processo leva várias horas.
Para determinar o fim da esterilização do composto, coloque uma batata-doce ou qualquer outro tubérculo em cima do composto a evaporar. Se o vapor cozer o tubérculo, o material do composto pode ser considerado de confiança quando o tubérculo ficar macio. O composto pode então misturar-se com o solo e utilizar-se num viveiro de plantas.
A proporção de composto relativamente ao solo depende da fertilidade do solo, mas considera-se que 10 % de composto é o mínimo, 30 % a quantidade ideal e 50 % o máximo para a plantação de arbustos ou de árvores.
Para o caso das hortas, espalhe uma camada de composto a uma profundidade não superior a 1/3 da espessura do solo lavrado e misture bem com a camada arável para evitar perdas. Se usar material menos decomposto, junte azoto (como por exemplo estrume ou fertilizante comercial) para assegurar que as plantas não terão falta de azoto durante o crescimento.
ADUBO VERDE
Outra maneira de alimentar o solo é cultivar espécies que fornecem adubo verde e misturá--las no solo depois de cortadas. Incorpore culturas de crescimento rápido (especialmente leguminosas) antes da sua maturação, para melhorar a fertilidade do solo e o seu conteúdo em matéria orgânica. Tal como com o composto, se os terrenos precisarem de ser usados antes de o adubo verde estar totalmente decomposto, junte azoto, de modo a que as plantas não sofram mais tarde de deficiência de azoto.
As culturas como as do feijão-mucuna, do feijão-congo, do chícharo e do tremoço são todas adequadas para adubo verde. Todas captam o azoto do ar através das raízes e libertam-no depois da sua decomposição. Estas plantas são cultivadas isoladamente ou associadas a outras plantas de crescimento rápido, como o capim-guiné, o cânhamo ou as crucíferas, para aumentarem a quantidade de matérias orgânicas. Um grande número de culturas que podem ser utilizadas como abubo verde (por exemplo, Cajanus cajan ou Leucanea sp.), podem também servir para outros fins, por exemplo para construir sebes ou latadas, para forragem, para lenha ou para estacas de jardim (ver a Figura 3).
Para obter bons resultados, seleccione espécies bem adaptadas às condições agro-ecológicas da região, designadamente ao clima e ao solo. As principais espécies fornecedoras de adubo verde são as seguintes:
Acacia sp.
Albizia parkiaFlemingia sp.
Gliricidia sp.Leucaena sp.
Cajanus cajan (feijão-congo)
Sesbania sp.
Setaria sp.
Tephrosia
Para melhorar o solo e controlar as ervas daninhas podem-se associar, como culturas intercalares, leguminosas rasas ou rastejantes ou culturas alimentares ou perenes.
FIGURA 3
Utilização de sebes como adubo verde
A PROTECÇÃO COM FOLHAGEM SECA
A protecção com folhagem seca consiste numa camada de folhas, de erva, de palha ou de outro material orgânico que se espalha entre as plantas para alimentar e proteger o solo. Se for bem aplicada, para além da sua função de protecção, também fornece nutrientes ao solo à medida que se vai decompondo. Ajuda a reduzir a erosão e o crescimento de ervas daninhas, retém a água e contribui para manter a humidade. Mas uma camada espessa em demasia pode às vezes servir de refúgio a animais roedores.
É sempre necessário ter a certeza de que os materiais destinados a este tipo de protecção não contêm sementes, porque elas poderiam germinar depois da aplicação. A protecção que for aplicada sobre uma camada de sementes deve ser retirada quando as plantas jovens começam a crescer. Depois de a ter retirado, é preciso proteger as plantas jovens do sol demasiadamente forte. Para isso, basta fazer um pequeno abrigo de palha ou bambu, ou de qualquer outro material adequado, e colocá-lo sobre o canteiro. Ver também a Rubrica Tecnológica de Horticultura 16, "Técnicas de multiplicação das plantas".
FIGURA 4
Protecção das árvores com uma camada de folhagem seca
RECOLHA E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA
Um princípio fundamental na conservação da água é fazer a recolha durante a estação das chuvas para poder utilizá-la durante a estação seca. As técnicas de poupança de água permitem o seu uso mais eficaz durante a estação seca.
Sempre que possível, a água da chuva nos telhados pode ser recolhida em recipientes. Do mesmo modo, a água usada na lavagem da roupa e da louça ou no banho pode ser utilizada na horta, se não contiver muito sabão.
FIGURA 5
Recolha da água dos telhados
A água pode ser recolhida também do leito das ribeiras, ou retirada dos poços ou dos furos dos oásis secos. Nalguns países do Sahel, o orvalho da noite é recolhido em panos que depois são espremidos sobre as culturas hortícolas.
Durante a noite, o orvalho acumula-se nas rochas e nas pedras e depois infiltra-se lentamente no solo, o que reduz a evaporação. É por esta razão que, nas regiões áridas, muitos agricultores deixam pedaços de rochas e pedras nos seus campos.
Se o abastecimento de água à comunidade for demasiadamente reduzido, podem ser construídas pequenas barragens, lagos ou poços. No Niger, tradicionalmente, a água é recolhida em pequenas lagoas durante a estação das chuvas. Quando o fundo da lagoa fica de novo seco pode ser utilizado para cultivar legumes de folhas, tomate ou outros legumes, especialmente durante a longa estação seca. É essencial aconselhar-se para saber se, do ponto de vista técnico, a região é adequada para a construção de uma barragem.
Os poços feitos à mão são comuns. Os anéis de betão ou de metal, instalados no interior dos poços, ajudam a reforçar as paredes. Estes anéis são caros, mas podem durar cerca de meio século.
MICRO-IRRIGAÇÃO
Existem numerosas técnicas de micro-irrigação de baixo custo adequadas para a rega de pequenas parcelas, especialmente onde a água rareia. Uma destas técnicas é a irrigação ao balde. Dois baldes, de 20 litros cada, são pendurados a cerca de 2 metros acima do solo e duas linhas de gotejo, ou tubos, asseguram, graças à gravidade, a rega da horta gota a gota. Um tal sistema permite irrigar 25 m2 de horta com 40 litros de água por dia.
FIGURA 6
Rega de legumes pelo método de irrigação ao balde
A bomba de pedal constitui um outro sistema de irrigação fácil e de pequena envergadura, muito eficaz e barato, apropriado para agrupamentos de horticultores. Trata-se de um engenho simples, accionado com dois pedais de madeira, e utilizando um tubo em PVC, uma haste em bambu ou um tubo flexível para bombear a água. A bomba de pedal serve para elevar a água de lagoas, lagos, canais ou bacias de represas, pouco profundas. Uma bomba destas é de fácil instalação e ideal para a cultura de legumes durante a estação seca, ou para outras plantas que precisem de ser regadas (por exemplo, a palmeira do óleo de dendém). Contudo, é necessário ter formação para garantir a manutenção da bomba de pedal, a fim de evitar avarias.
Se o solo for regado à superfície, deve-se tomar cuidado para evitar a salinidade, que ocorre quando as plantas são regadas com pouca água durante períodos quentes. A água evapora-se imediatamente, trazendo pouco a pouco os sais minerais à superfície do solo. Se esta situação persistir, o crescimento das plantas atrasa-se ou pode mesmo estagnar. Para minimizar a evaporação, as plantas devem ser regadas ao fim do dia. Sem água nenhuma planta pode crescer.
BOA UTILIZAÇÃO DA ÁGUA EM CLIMAS SECOS OU NA ESTAÇÃO SECA
Nas regiões secas, a água deve ser usada com parcimónia. Para economizar água o horticultor deve:
  • preparar o solo de modo a que a planta cresça num local tipo caldeira, para evitar o escoamento da água de superfície;
  • seleccionar culturas que cresçam bem em condições áridas (mandioca, batata-doce, beringelas, goiaba, manga, amendoim, cártamo e verbesina-da-Índia);
  • cultivar legumes de ciclo curto na proximidade de um ponto de água, por exemplo um poço, uma saída de águas de drenagem ou um reservatório de água.
À superfície do solo
A utilização de matérias orgânicas ou de protecção com folhagem seca pode prolongar a duração das culturas anuais, mantendo a frescura da superfície do solo e evitando assim a evaporação. Os horticultores devem:
  • cobrir o solo à volta das plantas com folhagem seca ou erva cortada;
  • fazer sombra às plantas jovens para as abrigar do sol;
  • remover as ervas daninhas, que roubam humidade à planta.
Abaixo da superfície do solo
A matéria orgânica do solo absorve a água, retendo a humidade. Os horticultores devem incorporar composto ou matérias orgânicas no solo. Um saco grande de matérias orgânicas decompostas deve ser suficiente para uma superfície de cerca de 10 m2. De acordo com o teor do solo em matérias orgânicas, um segundo saco pode ser utilizado no início da estação seca.

sábado, 3 de março de 2012

Pragas: salve suas plantas




Pragas: A maior parte das pragas atacam geralmente na primavera, período de fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, principalmente fúngicas. As pragas geralmente se tornam um problema mais sério quando há um desequilíbrio ecológico no sistema onde a planta está inserida. Outras situações que podem favorecer o seu surgimento são desequilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e insolação inadequada. O assunto é vastíssimo e aqui não daria para falar profundamente sobre isso. O que preparamos foi um guia rápido para facilitar o reconhecimento das principais pragas e sugerimos algumas dicas naturais de controle:
Pulgões: Podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demais a planta e até transmitir doenças perigosas. Os pulgões costumam atacar, principalmente, as plantas de hastes e folhas macias. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.Dicas: As joaninhas são suas predadoras naturais; Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito semanalmente; Aplique Calda de Fumo ou Macerado de Urtiga
Cochonilhas: São insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos, que alojam-se principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial, o fungo fuliginoso. Dá para perceber sua presença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera. Algumas cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura, que impede a ação de inseticidas em spray. Neste caso, produtos à base de óleo costumam dar melhores resultados, pois formam uma "capa" sobre a carapaça, impedindo a respiração do inseto. A calda de fumo costuma dar bons resultados também.Dicas: As joaninhas também são suas predadoras naturais, além de certos tipos de vespas; A Calda de Fumo e a Emulsão de Óleo são os métodos naturais mais eficientes para combatê-las; Deve-se evitar o controle químico mas, quando necessário em casos extremos, normalmente são usados óleo mineral e inseticida organofosforado.
Moscas-brancas: São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. Não é difícil a notar a sua presença - ao esbarrar numa planta infestada por moscas brancas, dá para ver uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos. Costumam localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas deste inseto, praticamente imperceptíveis, também alojam-se na parte inferior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação. Dica: É difícil eliminá-las, por isso muitas vezes é preciso aplicar insetidas específicos para plantas. Quando o ataque é pequeno, o uso de plantas repelentes - como tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp.), hortelã (Mentha), calêndula (Calendula officinalis), arruda (Ruta graveolens) - costuma dar bons resultados.
Lesmas e caracóis: Normalmente atacam à noite, furando e devorando folhas, caules e botões florais, mas também podem atingir as raízes subterrâneas. Dicas: Besouros e passarinhos são seus predadores naturais; Uma boa forma de eliminá-los é usar armadilhas, feitas com “isca de cerveja” para atraí-los. Faça assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.
Lagartas: Costumam atacar mais as plantas de jardim mas, em alguns casos, também podem danificar as plantas de interior. Fáceis de serem reconhecidas, as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de "teia" para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas macias estão sujeitas ao seu ataque. As chamadas “taturanas” são lagartas com pêlos e algumas espécies podem queimar a pele de quem as toca.Dicas: Caso não apresente um ataque maciço (quando é indicada a aplicação um lagarticida biológico, facilmente encontrado no mercado), o controle das lagartas deve ser manual, ou seja, devem ser retiradas e destruídas uma a uma, lembrando que é importante usar uma proteção para a que a lagarta não toque na pele; A Calda de Angico ajuda a afastar as lagartas e não prejudica a planta; O uso de plantas repelentes, como a arruda, pode ajudar a mantê-las afastadasAves e pequenas vespas são suas “inimigas” naturais;Precisamos lembrar que sem as lagartas, não teríamos as borboletas. Ao eliminá-las completamente, estamos nos privando da beleza e da graça desses belos seres alados. Mais uma vez, o equilíbrio é a chave.
Ácaros: O tipo de ácaro mais comum é conhecido como ácaro-vermelho (veja foto), tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ataque de ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má formação de brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a planta. Ambientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. Apesar de quase "invisíveis" a olho nu, sua presença é denunciada pelo aparecimento de uma teia fina. Dicas: Costuma atacar mais as plantas envasadas do que as que estão em canteiros; Uma boa dica é borrifar a planta com água, regularmente, já que este inseto não gosta de umidade. Casos mais severos exigem que as partes bem atacadas sejam retiradas; A Calda de Fumo ajuda a controlar o ataque.
Percevejos: São mais conhecidos como “marias-fedidas”, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações.Dicas: Vespas são suas predadoras naturais; Devem ser removidos manualmente, um a um; Se o controle manual não surtir efeito, a Calda de Fumo pode funcionar como um repelente natural.
Tatuzinhos: Muito comuns nos jardins com umidade excessiva, são também conhecidos como “tatus-bolinha”, pois se enrolam como uma bolinha quando são tocados. Vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, além de transmitir doenças às plantas. Dicas: Evitar a umidade excessiva em vasos e canteiros; Devem ser retirados manualmente e eliminados um a um
Nematóides: São “parentes” das lombrigas e atacam pelo solo. As plantas afetadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas. Num ataque intenso, provocam a morte do sistema radicular e, conseqüentemente, da planta. Algumas plantas dão sinais em sua parte aérea, mostrando sintomas do ataque de nematóides: as dálias, por exemplo, podem apresentar áreas mortas, de coloração marrom, nas folhas mais velhas.Dica: O melhor repelente natural é o plantio de tagetes (o popular cravo-de-defunto) na área infestada; Se o controle ficar difícil, é indicado eliminar a planta infestada do jardim, para evitar a proliferação.
Formigas: As cortadeiras são as que mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao formigueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros alimentos das formigas.Dicas: Um bom método natural para espantar as formigas e espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim colocado sobre o formigueiro, intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar o “ninho” das formigas; Em ataques maciços, recomenda-se o uso de iscas formicidas, à venda em casas especializadas em produtos para jardinagem. As formigas carregam a isca fatal para o formigueiro.
Plantas repelentesAlgumas plantas ajudam a manter as pragas afastadas dos canteiros. Alguns exemplos:Tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp.), hortelã (Mentha), calêndula (Calendula officinalis), arruda (Ruta graveolens).