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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Adubação


Análise Química do Solo e Folhas

A análise química do solo prediz a disponibilidade dos nutrientes e possíveis barreiras químicas ,como a presença de alumínio, existentes. É o método mais barato, prático e rápido para avaliar a fertilidade do solo. Mas para ter valor, a amostra de solo, deve ser coletada com critério a representatividade.
Recomenda-se para o pomar a ser implantado, a coleta de amostras seis a oito meses antes do plantio, agrupando as áreas pela cor do solo, textura, vegetação e relevo. Cada amostra deve ser composta de 20 a 30 subamostras, tiradas nas profundidades de 0-20 e 20-40cm.
Em pomares já implantados as amostras serão coletadas a cada dois anos no máximo, nas mesmas profundidades, levando-se em consideração além dos fatores já citados a combinação copa x porta-enxertos, idade das plantas, e um intervalo de 60 dias após a adubação, na faixa adubada 50% na projeção da copa e 50% 1/3 além do raio da copa até o 7º ano, a partir de quando se amostrará as entrelinhas.

Análise foliar

A orientação mais segura para a produção do pomar é dada pelas análises de solo e foliar. Esta última indica o estado nutricional da planta, tanto em relação aos macro (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre)como aos micronutrientes (boro cobre, ferro, manganês, molibdênio e zinco) .
Calagem
Baseando-se na análise do solo é feita recomendação de calagem ou seja a quantidade de calcário necessária para suprir as necessidades de cálcio e magnésio e redução do alumínio.
O cálculo para estimar a quantidade de calcário é feito levando-se em consideração os teores de Ca+2 + Mg+2 e/ou Al+3 – trocáveis e a saturação por bases do solo. Para os citros a saturação por bases ideal está em torno de 70%.
Em condições de sequeiro as formulas usadas são:
NC (t/ha) = 2 x 20 (mmolc/dm3 Ca+2 + Mg+2)/10.
Nc (t/ha) = 2 (mmolc/dm3 Al+3)/10 utilizando-se o maior valor
Ou
Elevando a saturação por bases a 70%
NC (t/ha) = CTC (V2 – V1)
                     10 PRNT



Modo e época de aplicação do calcário
O calcário é aplicado no pomar em qualquer época do ano, considerando se é plantio novo ou em produção. Para pomares novo em formação, o calcário é aplicado a lanço na área total com certa antecedência em relação ao plantio das mudas, incorporando o mais profundamente possível, de preferência antes da aração.
Nos pomares em produção pode-se aplicar em toda área ou em faixas desde que sejam observados a relação quantidade de calcário/área.
Adubação
A adubação pode ser orgânica, mineral ou organo-mineral.
Considerando-se que os pomares cítricos no Brasil estão instalados, em sua maioria, em solos de baixa fertilidade natural, com baixa capacidade de troca de cátions (CTC), baixos teores de matéria orgânica e baixa capacidade de retenção de água, a aplicação dos adubos orgânicos poderá ser altamente benéfica, face aos efeitos que os mesmos exercem no solo. Apesar das vantagens, os baixos teores de nutrientes das fontes orgânicas implicam na utilização de quantidades elevadas destas e a disponibilidade e viabilidade econômica passam a ser fatores limitantes do seu uso. Tudo isto pode ser minimizado se o produtor dispõe desses adubos em sua propriedade ou em áreas próximas, reduzindo assim o custo de transporte, um dos fatores que mais oneram sua utilização.
O desenvolvimento vegetativo da planta cítrica é beneficiado pela aplicação de adubos orgânicos e, quando necessário, de uma parte do adubo fosfatado, na cova de plantio.
A utilização de diferentes fontes orgânicas, tais como esterco de bovinos, de aves e torta de mamona não tem mostrado diferenças nos efeitos observados, ficando a escolha da mesma em função da disponibilidade para o produtor.
Os adubos orgânicos na cova, além de fornecerem nutrientes para a planta, favorecem a atividade microbiológica e melhoram a capacidade de retenção de água pelo solo, condições que podem beneficiar o estabelecimento e desenvolvimento do sistema radicular. Contudo, é importante ter o cuidado de utilizar fontes bem "curtidas" para que a fermentação da mesmas não causem danos à muda, dificultando assim a "pega".
Pode-se aplicar, por cova, de 10 a 20 litros de esterco de bovinos ou 5 a 10 litros de esterco de aves ou ainda 1 a 2 litros de torta de mamona. Juntamente com o adubo orgânico adicionar até 200 g de superfosfato simples, se houver recomendação de adubação fosfatada para o pomar.
As quantidades desses fertilizantes orgânicos recomendadas por planta adulta estão em torno de 20 a 60 litros, equivalentes a 20 a 60 kg de N, 12 a 36 kg de P2O5 e 20 a 60 kg de K2O por hectare, ou seja, metade das doses recomendadas desses nutrientes.


Adubação de plantio
Deve-se realizar a aplicação localizada, no sulco ou cova de plantio, de calcário e adubos fosfatados, usando-se preferencialmente superfosfato simples, de acordo com os teores no solo. Em pomares com solos deficientes em boro (abaixo de 0,2 mg/dm3)e zinco(abaixo de 1,2 mg/dm3, é recomendado a aplicação de 1g de B e 2g de Zn por metro linear de sulco no plantio respectivamente nas formas de ácido bórico, bórax ou similar e sulfato de zinco ou outra fonte similar, podendo ambos, serem misturados e aplicados juntamente com o fertilizante fosfatado.


Adubação de formação
Inicia-se após o pegamento das mudas até a idade de cinco anos. As doses de adubos dependem da idade das plantas e dos teores de nutrientes revelados pela análise de solo. Exclusivamente para a variedade Valência, a partir do 3º ano, as doses de potássio são reduzidas em 20%, a fim de garantir melhor qualidade dos frutos. Pode ser utilizados fertilizantes simples, formulações comerciais ou ainda combinações de ambos, atentando que a aplicação de uréia em solo úmido seguido de período de estiagem de três ou mais dias, está sujeita à perdas de nitrogênio por volatilização da amônia. Não é recomendado a incorporação com gradagem devido ao excessivo corte de raízes.


Adubação de produção

A partir do sexto ano de idade, as recomendações podem também levar em consideração a variedade, produtividade esperada, teores de nutrientes no solo e nas folhas visando boas produções e qualidade dos frutos.

Épocas e parcelamento de adubação

A utilização dos fertilizantes pelos citros é melhorada com o parcelamento, onde estes são dispostos em quantidade e épocas favoráveis à absorção, preferencialmente quando houver umidade no solo (março e agosto) ou durante o ano todo em pomares irrigados.

Localização dos fertilizantes

Uma melhor eficiência da adubação é alcançada com a localização adequada dos fertilizantes em relação ao sistema radicular mais eficiente em absorção.

Adubação com micronutrientes

A aplicação dos micronutrientes boro, manganês e zinco nos citros serão feitas no solo e/ou via foliar. Normalmente o manganês e o zinco são aplicados via foliar (pulverização) e o boro via solo, onde tem evidenciado maior eficiência. Nas aplicações foliares a inclusão da uréia e cloreto de potássio funcionam como coadjuvantes na absorção dos micronutrientes. A época mais adequada para a adubação foliar é o período de vegetação das plantas, parcelando-se em 3 a 4 aplicações. Na fase de produção, a primeira aplicação ocorre na fase final do florescimento aproveitando o tratamento fitossanitário e a segunda no fluxo de vegetação de janeiro a fevereiro. Em pomares com sintomas intensos de B, aplicar no solo 2kg de B/ha, como ácido bórico, em duas aplicações anuais. De preferência, aplicar os micronutrientes após a floração de março/abril com o objetivo de evitar o desequilíbrio populacional do ácaro da ferrugem dos citros.

Adubação orgânica

A adubação orgânica é recomendada para citros e deve ser implementada, utilizando fonte e doses de orgânicos que não poluam o ambiente dos pomares.

Adubação verde

Os adubos verdes podem ser utilizados em pré e pós-plantio dos citros, dando preferência ao sistema de plantio direto, ficando o material cortado sobre a superfície do solo.
Aplicação de adubos
Nitrogênio
Em plantio a ser instalado, aplicar o nitrogênio orgânico na cova ou o mineral após o "pega" da muda. Em plantios em formação ou produção deve ser aplicado duas vezes ao ano, nos meses de março e agosto, ou no início e próximo ao fim das chuvas, em cobertura, na projeção da copa ou na entrelinha, fazendo posteriormente uma gradagem superficial para incorporação.
Fósforo
Em plantio a ser instalado, aplicar até 200g de superfosfato simples na cova. Havendo recomendação de maior dose, o restante deverá ser aplicado em cobertura, após a "pega" da muda.
Em pomar em formação ou produção, aplicar todo o fósforo em cobertura no mês de março ou início das chuvas, na projeção da copa ou na entrelinha, juntamente com o nitrogênio e/ou potássio.
Potássio
Em plantio a ser instalado, aplicar metade da dose recomendada, em cobertura, após a "pega" da muda, e o restante quatro meses após essa aplicação.
Nos pomares em formação ou produção, aplicar metade da dose recomendada, em cobertura, após a "pega" da muda, e o restante quatro meses após essa aplicação.
Nos pomares em formação ou produção, aplicar metade da dose em março e metade em agosto, ou no início e próximo ao fim das chuvas, juntamente com as doses de nitrogênio. Não é aconselhável usar potássio nos três primeiros anos de vida do pomar, quando o seu teor no solo for superior a 20 ppm.
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Qual é a melhor época para o plantio da cana-de-açúcar?


Escrito em 16/04/2012 por Marcos Evangelista Lopes, Engenheiro Agrônomo – Equipe Rehagro



A cana-de-açúcar é uma cultura de grande importância para a pecuária brasileira, amplamente cultivada pelos produtores devido ao fácil manejo, simples condução da lavoura e capacidade de produzir grandes quantidades de volumoso por unidade de área. Se bem manejada, esta cultura pode produzir 150 a 200 toneladas/ha de massa verde em um único corte. A época de plantio deve ser baseada no objetivo da sua produção.
A baixa produtividade obtida por alguns produtores está diretamente ligada à utilização de práticas inadequadas de manejo como: controle de pragas e doenças, combate a plantas daninhas, adubação de cobertura, época de corte, dentre outras.
Escolha das variedades:
A escolha da variedade a ser implantada vai depender de uma série de fatores como:
- resistência a pragas e doenças;
- ausência de joçal;
- resistente ao tombamento;
- produtividade alta;
- ciclo da cultura;
- época de colheita;
- fertilidade do solo;
- área total de plantio;
- tipo de colheita;
- época de colheita;
- ciclo de maturação;
Tabela 1: Época de Colheita em Função do Ciclo de Maturação das Variedades
Época de Colheita em Função do Ciclo de Maturação das Variedades
Fonte: Oliveira (2010)
Plantio das mudas
Com base na finalidade do canavial e de acordo com o planejamento anual da fazenda, são definidas três épocas distintas para o plantio da cana-de-açúcar: Cana-de-ano, Cana-de-ano-e-meio e Cana-de-inverno.
Cana de Açúcar
Antes do plantio da cana, devem ser observados alguns fatores como:
- aquisição de mudas sadias;
- correção do solo;
- enterrio correto das mudas;
- adubação de acordo com a análise de solo;
- combate eficiente de plantas daninhas;
- espaçamento e densidade de plantio de acordo com a capacidade produtiva do cultivar a ser implantado.
O cumprimento de todas essas etapas e o monitoramento da cultura ao longo de todo o ciclo, aliado às condições ambientais favoráveis durante o ciclo da cultura, garante ao produtor a chance de explorar todo potencial produtivo da cana-de-açúcar.
Épocas de Plantio:
- Cana de ano:
Esse método é muito utilizado por pecuaristas com urgência de alimentos para os animais, pois proporciona rápida produção de alimento. O canavial apresenta baixa produtividade no primeiro ano.
Nesse sistema, o plantio da cana é realizado no início da estação chuvosa (outubro a dezembro). A planta tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de março a abril e nos próximos meses inicia-se o processo de maturação. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.
Abaixo, segue o custo de formação de um canavial na região central de Minas Gerais.
Quadro 1: Custo de Formação de Canavial na Região Central de Minas Gerais Safra 2011/2012
Custo de Formação de Canavial na Região Central de Minas Gerais Safra 2011/2012No sistema de cana-de-ano, deve ser tomado grande cuidado durante o plantio em solos sujeitos à erosão, já que ficará exposto durante toda a estação chuvosa.
- Cana de ano e meio:
É um método onde a cultura terá de 15 a 18 meses para se desenvolver, obtendo-se assim altas produtividades logo no primeiro ano. É um método muito usado por usinas e destilarias.
A cana de ano e meio é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março) época em que a planta encontra condições ideais de temperatura e umidade para seu desenvolvimento, permitindo assim brotação rápida e completo pegamento das mudas, reduzindo também o índice de doenças nos toletes. O crescimento da planta é retomado com a chegada do inverno (abril a setembro) e finalmente tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de outubro a abril. Nos meses seguintes, a planta inicia o seu processo de maturação até completar 15 a 18 meses. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.
Uma grande vantagem desse sistema é que o plantio não coincide com a colheita e há um melhor controle de plantas daninhas e também menor incidência de doenças.
Na figura abaixo, é possível perceber o comportamento do desenvolvimento de uma cana-de-ano em relação a cana-de-ano-e-meio.
Ciclos de Cana-de-açúcar e variações na temperatura e pluviosidade na Região Centro-sul do Brasil.Figura 1: Ciclos de Cana-de-açúcar e variações na temperatura e pluviosidade na Região Centro-sul do Brasil.
Fonte: Castro (1999) citado por Maximiliano (2002)
- Cana de inverno:
Esse sistema é adotado em propriedades em que há disponibilidade de irrigação, pois o plantio é realizado na época seca do ano.
O canavial apresenta altas produtividades já no primeiro ano, pois é possível controlar a disponibilidade de água no solo.
Experimento conduzido por Moura et al (2005) no município de Capim-PB, comprovaram que a irrigação contribui para uma maior produção de matéria verde do canavial quando comparada com um tratamento sem irrigação.
Produção de Cana-de-açúcar em relação a Diferentes Adubações de Cobertura em Áreas Com e Sem Irrigação.
Figura 3: Produção de Cana-de-açúcar em relação a Diferentes Adubações de Cobertura em Áreas Com e Sem Irrigação.
Fonte: Adaptado Moura, et al (2005)
Considerações finais
O melhor sistema é aquele que atenderá as necessidades de cada produtor. Para isso, é necessário avaliar bem cada sistema levando em consideração a finalidade de sua produção e os recursos disponíveis em sua propriedade.
A cana-de-açúcar é uma cultura que se bem conduzida exigirá reforma ou replantio após 5 a 6 anos de produção. Porém, só será produtivo durante todo esse tempo com produtividade alta se forem seguidas todas as recomendações de correção do solo, adubação, manejo de pragas e controle eficiente de plantas daninhas, colheita no período correto conforme recomendado pelo técnico responsável.

Como Plantar Cana-de-Açúcar


Criado por Sabrina L. Furtado
A cana-de-açúcar cresce a partir de um caule, sendo uma planta de altura vertical que se assemelha a bambus que crescem às margens de rios. Diferentemente da maioria dos caules que são plantados na posição vertical, um caule de cana-de-açúcar, para que possa crescer, precisa ser colocado na posição horizontal dentro de um sulco feito no solo. A cana-de-açúcar é uma planta altamente versátil, servindo para várias funções. O bagaço da cana é reciclável e pode ser usado para fazer estruturas que podem ser usadas ​​como tetos e outras coisas. Recentemente, a cana-de-açúcar também tem sido utilizada para fabricar bio combustível, que serve como um substituto para o combustível à base de óleo e produtos relacionados. O bagaço da cana-de-açúcar também pode ser deixada sob o sol para produzir fertilizante, que é um alimento nutritivo para outras plantas. Depois de alguns meses, o bagaço ficará preto para formar um pó fino. É este fertilizante preto que é usado para fornecer nutrição para outras plantas e flores. Como um bônus adicional, não há odor desagradável.

Passos

  1. Plant Sugar Cane Step 1.jpg
    1
    Escolha plantas saudáveis de cana-de-açúcar​​. Quanto mais espessas, melhor. Cana-de-açúcar queimada também é adequada para o plantio. Remova as folhas usando um facão afiado ou uma foice.
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  2. Plant Sugar Cane Step 2.jpg
    2
    Corte as folhas e parta os caules de cana de modo que cada pedaço fique do tamanho de um pé. Pedaços maiores também são adequados.
  3. Plant Sugar Cane Step 3.jpg
    3
    Cave sulcos com cerca de 15 centímetros de profundidade. Isto pode ser feito usando uma pá ou enxada. Grandes produtores de açúcar, idealmente, têm um equipamento mais sofisticado para escavar esses sulcos.
  4. Plant Sugar Cane Step 4.jpg
    4
    Águe o sulco utilizando uma mangueira ou através de irrigação. Isso não será necessário se você estiver plantando vários hectares de cana-de-açúcar.
  5. Plant Sugar Cane Step 5.jpg
    5
    Plante os caules horizontalmente nos sulcos e cubra com terra. Não plante os caules de pé. Desse modo, eles não irão crescer.
  6. Plant Sugar Cane Step 6.jpg
    6
    Espere e veja a cana-de-açúcar crescer. Cada planta vai começar a crescer a partir dos nós dos caules, rompendo o solo para formar plantas individuais de cana-de-açúcar.
  7. Plant Sugar Cane Step 7.jpg
    7
    As canas levarão aproximadamente de 4 a 6 meses para amadurecer ou para estarem prontas para o consumo. Esta é uma cultura de baixa manutenção que não requer qualquer trabalho adicional, pois as plantas crescem sem esforço, mesmo sob condições climáticas adversas.
  8. 8
    Os fertilizantes orgânicos e outros adubos podem ser usados para melhorar a qualidade das plantas (isso é opcional).
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Dicas

  • Sugar cane juice shop 03t.jpg
    A cana-de-açúcar fresca também pode ser moída de modo que seu suco possa ser extraído.
  • O caldo-de-cana é uma bebida refrescante e pode ser servido quente ou gelado. Veja a introdução desse artigo para outros usos das sobras da cana-de-açúcar.
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Pesquisadores desenvolvem método para análise do genoma da cana

Apesar da importância econômica da cana-de-açúcar para países como o Brasil e da série de investimentos e esforços feitos desde a década de 1970 no país para realizar melhoramento genético 
cana_gApesar da importância econômica da cana-de-açúcar para países como o Brasil e da série de investimentos e esforços feitos desde a década de 1970 no país para realizar melhoramento genético da planta, a compreensão do genoma dessa cultura agrícola ainda é limitada, afirmam especialistas na área.
Isso porque, diferentemente de organismos como os humanos –que têm duas cópias de cada um de seus 23 pares de cromossomo, sendo uma recebida do pai e a outra da mãe, e duas variantes de cada gene herdado dos genitores –, a cana-de-açúcar possui um arranjo genético muito mais complexo, com várias cópias de cada cromossomo e numerosas variantes de cada gene.
Por essa razão, é difícil entender como características genéticas são transferidas e como funcionam os múltiplos variantes de cada gene na planta – o que dificulta o melhoramento e a obtenção de variedades mais produtivas de cana-de-açúcar.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Araras, e do Instituto Agronômico (IAC) de Campinas, em colaboração com colegas da Austrália e dos Estados Unidos, desenvolveu uma metodologia de análise do genoma de plantas poliploides (com mais de dois conjuntos de cromossomos do mesmo tipo e origem) que poderá auxiliar a desvendar a complexa estrutura do genoma da cana.
Resultado de um Projeto Temático, realizado no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), a nova metodologia foi utilizada em um estudo de análise do genoma da planta. Os resultados foram publicados em dezembro na Scientific Reports – revista de acesso aberto editada pelo grupo Nature.
“A nova metodologia representa um divisor de águas na história do melhoramento genético e da genômica da cana-de-açúcar”, disse Anete Pereira de Souza, professora do Instituto de Biologia e pesquisadora do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Unicamp e uma das autoras do estudo, à Agência FAPESP.
“É como se antes, com as ferramentas de que dispúnhamos, pudéssemos olhar o genoma da cana-de-açúcar com uma lente de aumento de 10 vezes, e agora, com a metodologia que desenvolvemos, conseguimos analisá-lo com um microscópio eletrônico com aumento de 100 milhões de vezes, com resolução muito maior”, comparou.
A nova metodologia consiste na combinação do uso de marcadores moleculares de polimorfismo de base única (SNPs, na sigla em inglês) com uma análise genético-estatística inovadora para determinar a estrutura genética e genômica de poliploides complexos, como a cana-de-açúcar.
Já utilizados no estudo de diversas doenças humanas, como o câncer, os SNPs possibilitam interpretar a variação de cada gene de espécies de plantas poliploides como dois únicos alelos (variantes de um mesmo gene) para cada SNP, explicou a pesquisadora.
Por meio de um espectrômetro de massas, adquirido por intermédio do projeto, e do método de análise genético-estatístico que desenvolveram, baseado em algoritmos e softwares criados especificamente para essa finalidade, os pesquisadores identificaram essas variantes de genes da cana-de-açúcar e estimaram em quais dosagens estão presentes na planta.
Os resultados da análise genética e genômica da planta demonstraram que a cana-de-açúcar tem um nível de ploidia (cromossomos repetidos) e de variantes de genes elevado. O número de cópias de cada gene da planta, por exemplo, pode variar de 6 a 14, apontou o estudo.
“Esta poliploidia da cana e de outras plantas é resultado de sua evolução e domesticação ao longo de milhares de anos, que as tornaram mais produtivas e adaptadas a diferentes condições de plantio”, explicou Souza.
Possíveis contribuições
Na avaliação da pesquisadora, o novo método deve contribuir para realizar de forma confiável a análise genética de plantas poliploides e construir mapas genéticos moleculares que possibilitariam identificar a localização exata de genes de interesse nos cromossomos dessas culturas agrícola que representam, aproximadamente, 70% das espécies de plantas existentes no planeta.
Embora tenha ocorrido nos últimos anos avanços no desenvolvimento de instrumentação e de técnicas de manipulação bioquímica que permitiram sequenciar e analisar em tempo recorde o genoma de diversos organismos, eles ainda não se traduziram em aumento significativo do conhecimento e da eficiência do melhoramento genético de plantas poliploides complexas como a cana-de-açúcar.
Uma das razões para a existência desse obstáculo é que ainda não foi possível compreender perfeitamente o funcionamento das diferentes variantes dos genes presentes nessas espécies de planta, apontou Souza.
“Um dos desafios enfrentados para realizar melhoramento genético da cana-de-açúcar, por exemplo, é identificar qual variante de gene é responsável por uma determinada característica de interesse agrícola – como a resistência a pragas ou maior produção de açúcar –, e em que dosagem deve estar presente no genoma da planta”, explicou.
“Por meio dessa nova metodologia será possível identificar regiões de interesse no genoma da planta e cloná-las por intermédio de uma biblioteca com mais de 400 mil clones de variantes de genes de cana-de-açúcar que construímos paralelamente ao desenvolvimento do estudo, e que poderão ser utilizados para transformação genética caso haja interesse”, disse Souza.
O método também deverá contribuir para a montagem de sequências do genoma de referência da cana-de-açúcar e de outras culturas agrícolas poliploides de interesse econômico, como algodão, trigo e morango.
Em razão da insuficiente compreensão dos genes e de suas funções dessas culturas agrícolas poliploides, ainda não foi possível conseguir ordenar e identificar corretamente suas sequências e realizar a leitura completa de seus genomas, apontam os pesquisadores.
“O estudo indicou, pela primeira vez, que é possível realizar a genotipagem [leitura do genoma] de espécies de plantas poliploides complexas, como é o caso da cana-de-açúcar”, destacou Antonio Augusto Franco Garcia, pesquisador do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e um dos autores da pesquisa.
Próximas etapas
Além da cana-de-açúcar, o método começou a ser utilizado agora para o estudo do genoma de espécies de plantas forrageiras de grande importância para a pecuária brasileira, como a braquiária e o capim colonião.
A exemplo da cana, essas espécies de plantas, utilizadas para alimentação de gado, também não dispunham de uma metodologia e ferramentas adequadas e eficientes para estudar seu genoma como as já existentes para espécies de plantas diploides (com duas cópias de cromossomo), como feijão, arroz, soja e laranja, e que permitiram melhorar geneticamente variedades dessas culturas, tornando-as mais adaptadas e produtivas.
“Os programas de melhoramento genético de milho, soja e arroz, por exemplo, utilizam rotineiramente marcadores moleculares, que ainda não são usados na cana-de-açúcar em função de sua complexidade genética”, disse Garcia.
“O trabalho que realizamos abre a possibilidade de, em um futuro próximo, também incorporar de forma eficiente informações provenientes de marcadores moleculares nos programas de melhoramento genético de cana existentes no Brasil”, avaliou.
Atualmente, os pesquisadores participantes do projeto têm se dedicado à construção de um mapa genético da cana-de-açúcar, que deverá ser concluído em 2014. O próximo passo é identificar no genoma da planta características de interesse na planta utilizando a nova metodologia.
“A ideia é conectar as informações genômicas identificadas no mapa genético da cana-de-açúcar que está em fase de desenvolvimento com as características de interesse para programas de melhoramento da planta”, explicou Marcelo Mollinari, que realiza pós-doutorado no Departamento de Genética da Esalq sob orientação de Garcia com Bolsa da FAPESP.
Mollinari seguirá em fevereiro para a Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, onde permanecerá um ano com uma Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE), também concedida pela FAPESP, para concluir essa etapa da pesquisa.
“Queremos saber por intermédio desse estudo quais posições do genoma da cana estão associados com a variação de teor de fibra da planta, por exemplo, que é uma característica importante para produção de etanol de segunda geração”, disse Mollinari.
Fonte: Fapesp

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cana - Plantio, a importância da calagem, gessagem e fosfatagem



Plantio, a importância da calagem, gessagem e fosfatagem

O manejo da cultura da cana-de-açúcar é muito complexo no contexto de melhorar a produtividade agrícola, uma vez que a cultura necessita de alto investimento no plantio e é neste momento que começa o planejamento em busca de longevidade, produtividade e qualidade do canavial. A prática da calagem, gessagem e fosfatagem são fatores importantes para buscarmos o máximo de resposta de produtividade de uma variedade uma vez que o clima não tem como manejá-lo e sim nos prepararmos através de práticas agrícolas para melhor contornar os fatores climáticos indejesáveis a cultura da cana-de-açúcar.

O manejo inadequado do solo pode, ao longo do tempo, trazer sérias conseqüências, exaurindo-o de suas reservas orgânicas e minerais, transformando-o em terras de baixa fertilidade e erodindo grande parte do solo podendo tomar a área imprópria para o cultivo (Andrade,1982).

Itens importantes na propriedade agrícola para a produção de cana-de-açúcar é calcário e gesso, para obtermos uma exploração maior das raízes das em profundidade e maior volume de raízes em função do calcário e gesso conterem em suas respectivas composição o elemento cálcio para o desenvolvimento e crescimento das raízes (figura 1 e 2). Com a fosfatagem fornecemos o elemento fósforo de maneira mais equilibrada e continua para a planta.



Lembrando que doses de calcário e gesso devem obedecer às necessidades segundo análise de solo.

Com as práticas corretivas obtemos um melhor sistema radicular, que conseqüentemente haverá uma melhor absorção de água e nutrientes pelas plantas, assim plantas nutridas adequadamente e melhor resistência a seca. A calagem e gessagem impedem das plantas absorverem Alumínio, que é um nutrien-te tóxico para as plantas diminuindo o sistema radicular das mesmas. Outro item importante esta no aproveitamento dos fertilizantes aplicados na formação e manutenção do canavial. Com a calagem ocorre a correção da acidez do solo, melhorando o aproveitamento dos fertilizantes, que quando aplicamos fertilizantes com pH baixo perde-se até 50 % dos fertilizantes porque a planta não consegue aproveitá-los, conseqüentemente dinheiro perdido e baixa produtividade onerando os custos de produção, na tabela 1 mostra as perdas de fertilizantes em função de pH baixo no solo.

TABELA 1
Estimativa de variação percentual na assimilação dos principais nutrientes pelas plantas, em função do pH do solo. (PNFCA, 1974 EMBRAPA, 1980)


O ideal para uma planta se desenvolver o pH precisa estar na faixa de 6,5 portanto vamos ao um exercício rápido:
Plantio de cana-de-açúcar em solo com pH na faixa de 5,0 com recomen-dação de adubação de 500 kg por hectare do fertilizante 04-20-20 (NPK) no preço de R$ 1.015,00/tonelada, terá um custo de fertilizantes no plantio de R$ 507,50/há em pH 5,0 do solo, na média a planta aproveitará apenas 46% do fertilizante, portanto perda financeira de R$ 274,05/há e perda em produtividade devido à planta não conseguir absorver nutrientes necessários para a produção de colmos, comprometendo todo o ciclo da cultura.

FOSFATAGEM
O elemento fósforo é o nutriente que mais limita a produção agrícola reduzindo crescimento da planta, diminuindo a quantidade de perfilhos com menor desen-volvimento radicular e conseqüentemente menor absorção de nutrientes e a sua deficiência também proporciona menor qualidade do caldo.

A fosfatagem deve ser realizada em área total, incorporado superficialmente (grade niveladora) ou sobre a palhada na época pré-plantio, após calagem e gessagem.

A quantidade de fósforo a ser aplicado é determinada pela análise de solo e desta quantidade 1/3 da dose é aplicada em sulco de plantio e 2/3 é aplicado na fosfatagem.

A tabela 2 mostra os benefícios da fosfatagem em relação à produtividade.


Na tabela 3 deixa bem claro os benefícios do uso de calcário no aproveitamento do fósforo e as respostas em produtividade.

Informativo Olicana - www.olicana.com.br

sábado, 25 de janeiro de 2014

Plantio da cana-de-açúcar

Sistema de ano-e-meio (cana de 18 meses): A cana-de-açúcar é plantada entre os meses de janeiro e março. Nos primeiros três meses, a planta inicia seu desenvolvimento e, com a chegada da seca e do inverno, o crescimento passa a ser muito lento durante cinco meses (abril a agosto), vegetando nos sete meses subseqüentes (setembro a abril), para, então, amadurecer nos meses seguintes, até completar 16 a 18 meses. Este período (janeiro a março) é considerado ideal para o plantio da cana-de-açúcar, pois apresenta boas condições de temperatura e umidade, garantindo o desenvolvimento das gemas. Essa condição possibilita a brotação rápida, reduzindo a incidência de doenças nos toletes.
É muito importante que, antes do plantio, o produtor escolha a cultivar que se adapta às características do local onde sua propriedade está estabelecida, com o objetivo de melhorar o aproveitamento dos recursos naturais e, conseqüentemente, aumentar a produtividade. Daí a importância de certificar-se se a cultivar escolhida é resistente às principais moléstias que podem ocorrer em canaviais. Após a escolha da cultivar, é importante, ainda, que o produtor verifique a procedência das mudas escolhidas, se são sadias e se realmente são da variedade escolhida.
Para a implantação de um canavial, deve-se fazer, iniciamente, o planejamento da área, realizando um levantamento topográfico. Nos locais de plantio é feito um trabalho de engenharia, conhecido como sistematização do terreno, no qual subdivide-se a área em talhões e aloca-se os carreadores principais e secundários.

Atualmente, busca-se obter talhões planos mantendo linhas de cana com grande comprimento para evitar manobras das máquinas, otimizando operações mecanizadas. Em geral, os talhões de cana são subdivididos quanto à topografia e homogeneidade do solo e apresentam, em média, entre dez e 20 hectares.  
Os princípios de conservação do solo e a execução de terraços devem orientar todo o planejamento da sistematização do terreno. Antes do plantio, é necessário, também, planejar o plantio das mudas ou buscar no mercado um fornecedor idôneo. O plantio da cana pode ser efetuado manualmente ou mecanicamente.
O plantio compreende, basicamente, três etapas principais:
  • corte de mudas;
  • distribuição no sulco;
  • corte dos colmos em pedaços menores, dentro do sulco;
  • cobertura.
Porém, antes de realizar a distribuição das mudas nos talhões, muitas variáveis devem ser levadas em consideração, como:
Amostragem do solo para fins de fertilidade 
Assim que terminar a sistematização do terreno, o produtor deve coletar amostra de solo em cada talhão para análise com vistas às operações de correção do solo e adubação.  
Escolha da cultivar e formação de mudas sadias
Épocas de plantio
A escolha adequada da época de plantio é fundamental para o bom desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, que necessita de condições climáticas ideais para se desenvolver e acumular açúcar. Para seu crescimento, a cana necessitade alta disponibilidade de água, temperaturas elevadas e alto índice de radiação solar. A cultura pode ser plantada em três épocas diferentes: sistema de ano-e-meio, sistema de ano e plantio de inverno.
Sistema de ano (cana de 12 meses): Em algumas regiões, a cana-de-açúcar pode ser plantada no período de outubro a novembro. Esse sistema de plantio precisa ser utilizado de forma restrita, pois apresenta as seguintes vantagens e desvantagens: 
Vantagens  
  • Quando se tem grandes áreas para plantio, uma segunda época de plantio facilita o gerenciamento e otimiza a utilização de máquinas e de mão-de-obra, que ficam subdivididas entre o período de plantio de cana de ano-e-meio e cana de ano.
Desvantagens
  • menor produtividade que a cana de 18 meses, uma vez que a cana de ano tem apenas sete ou oito meses de crescimento efetivo (um verão);
  • o preparo do solo para o plantio da cana de ano pode ser dificultado, uma vez que há pouco tempo para o preparo, incorporação do calcário e de outros corretivos etc. Logo após a colheita anterior é necessário arrancar as soqueiras para um novo plantio. Com o início da estação chuvosa, ocorrem poucos dias úteis para operações agrícolas e, se a área de plantio for muito grande, é necessária elevada quantidade de mão-de-obra nesse período;
  • em algumas situações e para variedades floríferas, a utilização de inibidores de florescimento pode ser necessária. 
Plantio de inverno
Com o uso da torta de filtro que contém cerca de 70 a 80% de umidade, aplicada no sulco de plantio, é possível plantar a cana-de-açúcar mesmo no período de estiagem. A torta fornece a umidade necessária para a brotação. Se ainda for feita uma fertirrigação com vinhaça, ou mesmo irrigação, o plantio da cana pode ocorrer praticamente o ano todo. 
Espaçamento e profundidade
Escolher um espaçamento adequado é de fundamental importância, já que possibilita a otimização de atividades como o uso intensivo de máquinas e colheita.
O espaçamento adequado contribui para o aumento da produção, pois interfere favoravelmente na disponibilização de recursos como luz, água e temperatura – variáveis consideradas determinantes para que haja aumento de produção. O espaçamento do plantio deve variar de acordo com a fertilidade do terreno e as características da variedade recomendada. No caso da cana-de-açúcar, o espaçamento entre sulcos pode  variar de um metro a 1,8 metro, com as seguintes recomendações:
  • a profundidade do sulco deve variar entre 20 e 30 centímetros;
  • em solos arenosos, espaçamentos mais estreitos como 1 metro ou 1,20 metro são mais indicados, pois permitem que o fechamento da entrelinha ocorra mais rapidamente, facilitando o controle do mato. Se a colheita for mecanizada, o espaçamento deve ser de ao menos 1,5 metro para evitar o pisoteamento e a compactação das linhas de cana pelas rodas das máquinas. Em solos férteis, o espaçamento mais comum é de 1,5 metro;
- Espaçamento uniforme: quando a distância entre os sulcos de plantio é constante em toda a área plantada; 
- Espaçamento combinado
: quando num mesmo talhão combinam-se faixas de espaçamento uniforme com faixas de espaçamento alternado, a fim de propiciar condições para o controle do tráfego. Para a cultura da cana é comum o chamado espaçamento abacaxi, onde duas linhas de cana são plantadas a 0,30 centímetros de distância uma da outra, com espaçamento da entrelinha de 1,50 metro, num total de 1,80 metro. Existe, também, o plantio com sulcos largos. Neste caso, o sulcador faz o sulco com base larga, permitindo o plantio de mudas para formar uma linha dupla. O espaçamento total é também de 1,80 metro. 

Quantidade necessária de mudas
A quantidade necessária de mudas varia entre dez e 15 toneladas por hectare. Quando a época de plantio é adequada e a qualidade da muda está excelente, pode-se optar por menores quantidades de mudas.
As mudas são canas jovens, com oito a dez meses, plantadas em condições ótimas, bem fertilizadas, com controle de pragas e doenças. É necessária a distribuição de ao menos 12 gemas por metro de sulco. Para o plantio em épocas de estiagem, é necessário dar preferência para densidade de 15 a 18 gemas por metro.
Operação de plantio
Uma vez seguidas todas as recomendações de preparo da área que irá receber as mudas, deve-se fazer o plantio. Como a cana-de-açúcar é uma cultura semi-perene, o plantio é a ocasião de preparar o solo criteriosamente para o cultivo da cana que ocorrerá nos cinco ou seis anos subseqüentes. É a oportunidade de aplicar calcário  e incorporá-lo e controlar pragas como cupins, migdolus e plantas daninhas.